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Os Dez Mandamentos da Serenidade

Outubro 7, 2008 · Deixe um comentário

1) Só por hoje tratarei de viver exclusivamente este meu dia, sem querer resolver o problema da vida, todo de uma só vez.

2) Só por hoje terei o máximo cuidado com o modo de tratar os outros: delicado nas minhas maneiras; não criticar ninguém; não pretender disciplinar ninguém, senão a mim próprio.

3) Só por hoje me sentirei feliz e tentarei ajudar os que me rodeiam, na certeza de termos todos sido criados para ser felizes, não só no outro mundo mas também neste.

4) Só por hoje me adaptarei às circunstâncias, sem pretender que as circunstâncias se adaptem a todos os meus desejos.

5) Só por hoje dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura, lembrando-me que assim como é preciso comer para sustentar o meu corpo, assim também a leitura é necessária para alimentar a vida da minha alma.

6) Só por hoje praticarei uma boa ação, sem contá-la a ninguém.

7) Só por hoje farei uma coisa de que não gosto mas sei que trará alegria a outros. Se for ofendido nos meus sentimentos, não reagirei agressivamente, mas procurarei explicar amorosamente que aquela atitude me magoou.

8 ) Só por hoje farei um programa bem completo do meu dia. Talvez não o execute perfeitamente, mas em todo o caso, vou tentar segui-lo. Guardar-me-ei bem de duas calamidades: a pressa e a indecisão.

9) Só por hoje ficarei bem firme na fé de que a Divina Providência se ocupa de mim como se existisse somente eu no mundo, ainda que as circunstâncias manifestem o contrário.

10) Só por hoje não terei medo de nada. Em particular não terei medo de acreditar na bondade. Posso fazer o bem por 12 horas. Me preocuparia se pensasse que devo fazê-lo por toda a vida.

(Papa João XXIII)

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Começo da batalha

Outubro 7, 2008 · Deixe um comentário

Este aqui vai ser o primeiro de uma série de posts no Fargonews. Só para lembrar, um posto do Reinaldo Azevedo, de maio de 2007:

O papa é um cão; Marcola, um intelectual
Eu os desafio a fazer uma pesquisa no Google ou no arquivo dos jornais. A conclusão é inescapável: Bento 16 apanhou mais do jornalismo pátrio do que Marcola, o chefão do PCC. Para este, de fato, numa leitura rigorosa, o que sobra são elogios e um encantamento basbaque com o marginal que tem ambições de intelectual.

Não descarto, é claro, que ele seja mais realista do que alguns professores que foram lá dar apoio aos invasores da Reitoria, mas daí a ser tratado de forma quase reverencial, convenha-se, vai uma grande diferença. Façam isso que estou dizendo: selecionem os adjetivos reservados a Marcola e os reservados ao papa. Vejam as metáforas usadas para um e para outro.

Alguém se atreve a chamar Marcola de cão? De jeito nenhum! Por dois motivos. Em primeiro lugar, por covardia, medo, se me permitem o termo chulo: “cagaço”. Afinal, que mal pode advir ao escriba que associa o Sumo Pontífice a um cachorro? Nenhum! Coragem inútil, desnecessária. Em segundo lugar, o termo seria considerado um preconceito, ora essa, avesso, ademais, às óbvias simpatias que o bandido desperta.

Ser crítico, na cobertura do papa, corresponde, necessariamente, a ser antipapa. Ser crítico na cobertura de Marcola e do PCC significa não cair na conversa da “lei e da ordem”, contra a qual o facínora teria se insurgido, uma espécie de “rebelde primitivo” a excitar a imaginação pobremente revolucionária das Mafaldinhas e Remelentos que também estão presentes nas redações.

Bento 16 empurra o mundo para o obscurantismo medieval (quem disse que a Idade Meia foi tão ruim?); já Marcola seria produto dos desarranjos da sociedade de classes, entendem?, e deve ser compreendido em sua fortuna sociológica. ”

 Não concordo com tudo que o Reinaldo escreve. Mas o texto dele sempre é muito bem escrito. Vale a pena ler. Esse então…

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